Shirakura abre o jogo sobre Gozyuger e dilemas em Super Sentai
A série No. 1 Sentai Gozyuger não é apenas o 50º título da franquia Super Sentai. Para Shinichiro Shirakura, produtor veterano da Toei, o nome da série traz um recado direto: entre 50 grupos de heróis, esse precisa se destacar como o número 1.
Mas como fazer isso quando o próprio formato do Super Sentai, segundo ele, virou parte da cultura popular japonesa, com dezenas de variações em mangás, eventos regionais e derivados?
O dilema da renovação
Em entrevista ao site SmartFlash, Shirakura é direto ao apontar o desafio da Toei: o Super Sentai tem uma estrutura tão estabelecida que pode acabar refém de si mesmo. Ele explica:
“A fórmula é resiliente, mas se não quebrarmos um pouco essa estrutura, viramos apenas mais um entre muitos outros.”
Para ele, criar um novo Sentai hoje não pode ser só mais uma sequência. É preciso que o novo título tenha um propósito claro, seja em visual, mensagem ou construção de personagens.
Vilões no centro das atenções
Um ponto que chama a atenção em Gozyuger é o destaque dado aos vilões. Diferente de muitos títulos anteriores, em que os inimigos são apenas obstáculos para os heróis, aqui eles são carismáticos, com presença forte e visual marcante.
Shirakura cita o ator Daisuke Sanbongi, intérprete do vilão Fire Candle, como um exemplo de como o antagonista pode roubar a cena. Ele brinca ao dizer:
“Fire Candle está sempre se divertindo, e o público sente isso. O problema é que, quando o vilão vira querido demais, você não consegue mais derrotá-lo.”
Essa inversão de papéis tem sido um dos pontos mais debatidos entre os fãs. Afinal, seria esse o novo caminho do Super Sentai?
A força da heroína e o espírito de equipe
Mesmo sem estar envolvido diretamente na produção de Gozyuger, Shirakura enxerga paralelos com obras anteriores. Ele destaca a importância das personagens femininas na construção do grupo, citando a atriz Kohaku Shida (a Oni Sister de Donbrothers) como exemplo recente de uma heroína que marcou o elenco nos bastidores.
Segundo ele, a presença feminina sempre foi essencial, não só pela diversidade, mas pela dinâmica que cria dentro da equipe:
“Quando temos homens e mulheres atuando juntos, conseguimos desenvolver histórias mais completas. E os conflitos entre os personagens geram roteiros mais ricos”.
Gozyuger é só o começo?
A Toei sabe que está lidando com um legado. Mas o tempo do conforto já passou. Gozyuger marca o fim de uma fase e o início de outra. A série precisa provar, episódio após episódio, que ainda é possível fazer algo novo com um time colorido enfrentando monstros semanais.
E para saber se essa proposta está funcionando, continue conosco e confira aqui as últimas notícias sobre Gozyuger!

Fundador do Toku Blog, CEO da Agência Henshin e consultor de marketing digital, fascinado por marketing de conteúdo e admirador da cultura japonesa.


