O que ninguém sabia sobre Power Rangers produtor revela tudo

O que ninguém sabia sobre Power Rangers: produtor revela tudo

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Após um longo período de silêncio desde o fim de Cosmic Fury, Simon Bennett, ex-produtor executivo de Power Rangers, reapareceu para uma entrevista reveladora ao canal Kezza Henshin. No bate-papo, ele compartilhou detalhes inéditos sobre o processo de adaptação das séries Super Sentai para o Ocidente — desmistificando boatos e explicando a dinâmica real entre Hasbro, Saban, Toei e Disney. No último dia 2, o canal Mega Power Brasil postou um vídeo completo comentando os principais momentos da entrevista.

O fim dos rumores sobre os direitos de adaptação

Um dos principais pontos abordados foi o velho rumor de que a Hasbro só teria os direitos de adaptação de séries Super Sentai até Ryusoulger (a série que deu origem a Dino Fury). Segundo Bennett, isso é falso. A Hasbro, na verdade, tem os direitos de distribuição de qualquer série Super Sentai para o Ocidente. No entanto, o direito de adaptação só é adquirido quando há uma negociação direta com a Toei para usar determinada série como base para uma temporada de Power Rangers.

Isso significa que a Hasbro (ou antes, a Saban e a Disney) pode adaptar qualquer série, antiga ou nova, desde que deseje negociar os direitos específicos com a Toei. Portanto, a não adaptação de algumas séries se deve mais a decisões criativas e estratégicas do que a limitações contratuais.

Adaptações cada vez mais originais

Desde 2015, a estratégia das produtoras mudou. Ao invés de seguir fielmente o material japonês, como era comum em temporadas mais antigas, a ideia passou a ser criar histórias originais com base em elementos visuais dos Sentai. Isso ficou claro em Dino Charge, Ninja Steel, Beast Morphers e especialmente em Cosmic Fury, onde os trajes foram criados do zero.

Essa liberdade criativa, segundo Bennett, permitiu explorar narrativas mais alinhadas ao público ocidental, mesmo que isso significasse se distanciar da trama japonesa. O exemplo mais marcante foi Dino Charge, cujo enredo é completamente diferente de Kyoryuger, sua contraparte no Japão.

Pré-produção com ajuda de fansubs

Um detalhe curioso revelado por Bennett foi que, em alguns casos, como no início da produção de Dino Fury, a equipe da Hasbro precisou assistir à série japonesa por meio de fansubs. Isso aconteceu porque a Toei ainda não havia concluído a série original (Ryusoulger) e o material oficial não estava disponível.

Com base nessas visualizações não-oficiais, os roteiristas identificavam personagens interessantes, relações entre heróis e vilões e possíveis pontos narrativos que poderiam ser desenvolvidos em Power Rangers. Só mais tarde, com os direitos adquiridos, é que recebiam oficialmente os trajes, props e episódios originais.

A participação da Toei no processo

Muita gente acredita que a Toei tem poder de decisão sobre o conteúdo das temporadas ocidentais, mas, de acordo com Simon Bennett, a realidade é bem diferente. A função da Toei está restrita, principalmente, ao fornecimento de fantasias, acessórios e recursos digitais.

O roteiro de uma temporada de Power Rangers precisa passar por diversas aprovações — incluindo a própria Toei, mas também Hasbro, parceiros e outros setores envolvidos —, o que não significa que a produtora japonesa participe criativamente. A Toei atua mais como uma revisora, garantindo que a essência do que é “Sentai” esteja presente, mas sem interferir nas decisões narrativas.

Fonte: Kezza Henshin

Escolha e recusa de séries Sentai

Bennett também explicou que o processo de seleção de qual série Sentai será adaptada passa por diversos critérios: viabilidade de enredo, estética visual, aceitação do público e compatibilidade com o mercado ocidental. Um exemplo foi a recusa de ToQger, cujos elementos foram considerados difíceis de adaptar. No entanto, o visual da vilã Madame Noire acabou sendo reaproveitado em Dino Fury, renomeada como Void Queen.

Isso mostra que, mesmo quando uma série é descartada, seus elementos ainda podem ser reutilizados em novos contextos. Já Cosmic Fury, por sua vez, foi um marco na franquia: trajes originais, monstros reciclados de várias séries e um enredo completamente novo.

Uma possível volta?

Apesar de ter se afastado das redes sociais e do universo de Power Rangers após Cosmic Fury, Simon Bennett afirmou que adoraria voltar a trabalhar com a franquia. Ele confessou que não é um fã desde a infância, mas desenvolveu um carinho imenso pelo universo dos Rangers e se dedicou ao máximo enquanto esteve à frente da produção.

Durante a entrevista, ele também demonstrou interesse em adaptar elementos da série Ohsama Sentai King-Ohger, especialmente os trajes e os cockpits, que ele considera visualmente incríveis. No entanto, o uso intensivo de efeitos digitais nas lutas da série japonesa seria um desafio técnico e orçamentário para a Hasbro.

A entrevista de Simon Bennett é um verdadeiro tesouro para os fãs que sempre se perguntaram como funciona, na prática, a adaptação de Super Sentai para Power Rangers. Mais do que revelar curiosidades, ele mostrou os bastidores de uma franquia que, mesmo após décadas, continua despertando paixões e evoluindo. Se você é um desses fãs apaixonados, não deixe de conferir os colecionáveis de Power Rangers na Loja Toku Blog !

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