Ator do Ranger Vermelho confirma que reboot de Power Rangers teria quatro filmes
Quase dez anos depois da estreia de Power Rangers (2017), uma fala de Dacre Montgomery recolocou em pauta um dos maiores assuntos não resolvidos do cinema da franquia: quantas continuações estavam realmente nos planos da Lionsgate. Ao promover Faces of Death (2026), o ator confirmou que assinou um contrato para quatro filmes, o que mostra que o estúdio não pensava em apenas uma continuação isolada, mas em uma expansão mais longa para o reboot.
Segundo Montgomery, aquele projeto representou um momento decisivo em sua trajetória profissional. Ele afirmou que foi seu primeiro trabalho no cinema e descreveu o período como um dos mais marcantes de sua vida. Também explicou que a estrutura do acordo seguia um modelo semelhante ao usado pelo estúdio em outra franquia, o que reforça a ideia de que Power Rangers era visto como uma aposta de longo prazo.
Plano da Lionsgate era maior do que parecia
A declaração do intérprete do Ranger Vermelho ajuda a medir o tamanho da ambição em torno do longa de 2017. Em vez de funcionar apenas como um teste para ver se o público aceitaria uma nova versão da marca, o filme já nascia com espaço aberto para avançar em mais capítulos. Na prática, isso significava um pacote de quatro produções, com o primeiro longa servindo como ponto de partida para um projeto mais amplo.
Montgomery também comentou que havia muita vontade de expandir criativamente a propriedade, com margem para desenvolver melhor aquele universo nos cinemas. Ele relembrou de forma positiva a convivência com o elenco e disse que existia a sensação de que algo muito grande estava sendo montado. Ainda assim, reconheceu que o futuro da série nos cinemas dependia diretamente do retorno financeiro.
Bilheteria impediu continuidade do reboot
Esse foi justamente o ponto que travou a sequência dos planos. Com orçamento estimado em US$ 100 milhões, Power Rangers arrecadou cerca de US$ 142,3 milhões em bilheteria mundial. O resultado não foi suficiente para justificar a continuidade do investimento pensado pela Lionsgate, e o projeto acabou sendo deixado de lado antes de avançar para um segundo filme.
O caso acabou se transformando em um grande “e se?” dentro da franquia. O reboot apresentou uma nova leitura da mitologia dos heróis, trouxe mudanças no visual e na abordagem do universo e reuniu um elenco que, com o passar do tempo, ganharia ainda mais destaque. Além de Dacre Montgomery, o filme contou com Naomi Scott, Becky G, Ludi Lin e RJ Cyler nos papéis centrais.
Filme plantou caminhos que nunca foram explorados
A história de 2017 foi construída como uma origem para aquele grupo de jovens que descobre estar destinado a proteger a Terra após encontrar moedas de poder ancestrais. Ao mesmo tempo, o longa já deixava espaço para ampliar a narrativa em produções futuras. Entre os elementos que ficaram no ar, estava a provocação em torno da chegada do Ranger Verde, que seria um passo natural para uma continuação.
Por isso, a confirmação de que havia quatro filmes previstos muda a forma como muitos enxergam o longa hoje. Em vez de um experimento isolado, Power Rangers (2017) passa a ser visto como a abertura de um arco interrompido antes da hora. O que o público assistiu foi apenas o começo de uma estrutura maior que nunca saiu do papel.
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Futuro da franquia segue em reconstrução
Ao comentar o encerramento dos planos da Lionsgate, Montgomery também disse ter ouvido falar de uma nova reinicialização da marca e afirmou estar animado com o futuro de Power Rangers. Para ele, a franquia tem um peso importante para muita gente, o que mantém vivo o interesse por novas versões.
No momento, sabemos que o Disney+ segue trabalhando na reinicialização da franquia, que deve receber uma série nos próximos anos. Enquanto isso, o longa de 2017 permanece disponível para aluguel digital nas principais plataformas online. Mesmo sem as continuações planejadas, o filme voltou ao centro das discussões por revelar que sua história nos bastidores era bem maior do que o público imaginava.
Para quem acompanha Power Rangers há anos, a fala de Dacre Montgomery não reabre apenas uma curiosidade contratual. Ela confirma que existia um plano concreto para transformar o reboot em uma linha contínua de filmes. No fim, o projeto não resistiu ao peso da bilheteria, mas deixou a sensação de que aquela versão ainda tinha muito a mostrar.
Apesar disso, a franquia segue viva e com muitas novidades, o que inclui a volta da coleção dos bonecos dos Power Rangers que “viram a cabeça”. Confira os detalhes do lançamento aqui.

Fundador do Toku Blog, CEO da Agência Henshin e consultor de marketing digital, fascinado por marketing de conteúdo e admirador da cultura japonesa.


