Roteiristas de Power Rangers são escalados para Magic: The Gathering

Roteiristas de Power Rangers são escalados para Magic: The Gathering

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O projeto live-action de Magic: The Gathering ganhou corpo nos bastidores de Hollywood. A Legendary Entertainment e a Hasbro confirmaram os novos roteiristas do filme: Noah Gardner e Aidan Fitzgerald. Para quem acompanha o universo dos heróis coloridos, os nomes não soam tão desconhecidos assim. São justamente os mesmos envolvidos no ambicioso — e frustrado — reboot de Power Rangers que ficou conhecido por tudo que prometeu e nunca entregou.

A sombra de um reboot que nunca nasceu

Entre 2018 e 2022, a Hasbro ensaiou uma verdadeira revolução na franquia Power Rangers. Liderado por Jonathan Entwistle, o projeto previa um universo compartilhado entre filmes, série live-action e animações — todos conectados por uma nova mitologia centrada em Tommy Oliver.

Gardner e Fitzgerald estavam por trás do roteiro que daria início a essa nova fase, mas a ideia acabou soterrada por decisões corporativas, mudanças de direção e disputas internas após a dissolução da eOne.

O roteiro dessa nova era dos Rangers incluía ideias ousadas: cores com consciência própria, uma narrativa inspirada em mitologias arthurianas e um arco central envolvendo Lord Drakkon, versão corrompida do lendário Ranger Verde. Gardner e Fitzgerald não escreveram um Power Rangers tradicional, e talvez por isso o projeto tenha sido visto como arriscado demais para sair do papel.

Agora é Magic que entra na jogada

Com o anúncio de que Gardner e Fitzgerald estão à frente do novo filme de Magic: The Gathering, o sentimento entre os fãs se divide. De um lado, há empolgação: trata-se de roteiristas com coragem para propor algo novo, mesmo que isso tenha custado o cancelamento de seu trabalho anterior. De outro, há cautela: será que a dupla conseguirá adaptar um universo tão vasto e complexo como o de Magic sem cair nos mesmos obstáculos?

O jogo de cartas colecionáveis, criado em 1993 por Richard Garfield é uma mitologia viva, com personagens como Jace Beleren e Chandra Nalaar, planos dimensionais e uma legião de fãs apaixonados. Adaptar esse universo para o cinema exige visão, e como Gardner e Fitzgerald já demonstraram, ideias fora da curva não faltam.

O legado do reboot cancelado como ponto de partida

Curiosamente, o cancelamento do reboot de Power Rangers pode ter sido o melhor cartão de visitas da dupla para assumir Magic. A proposta ousada, mesmo sem ter sido realizada, provou que os roteiristas sabem trabalhar com franquias consolidadas de forma autoral e inovadora. É possível que justamente essa abordagem tenha convencido a Hasbro e a Legendary a apostarem neles novamente.

Em tempos em que o cinema vive de IPs recicladas e franquias estagnadas, roteiristas que desafiam o status quo são raros. A trajetória da dupla mostra que, mesmo sem lançamentos efetivos, eles vêm sendo procurados por estúdios que desejam algo além do “mais do mesmo”.

E agora?

Ainda sem data de estreia ou diretor confirmado, o filme de Magic: The Gathering caminha aos poucos, mas com sinais de que não será uma adaptação genérica. O fato de que os roteiristas do reboot mais ousado — e mais abortado — da Hasbro estão por trás da narrativa já aponta para algo diferente.

Resta saber se desta vez o projeto vai até o fim. Para os fãs que ainda guardam na memória as promessas do reboot de Power Rangers, essa pode ser a chance de ver parte da visão criativa de Gardner e Fitzgerald finalmente ganhando vida.

Aliás, sabia que Power Rangers também tem um jogo de cartas? Conheça-o aqui!

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