Gackt descreveu show no Brasil como experiência fora do padrão
Gackt se apresentou este mês no Brasil ao lado do Yellow Fried Chickenz (YFCz), encerrando uma longa espera de quem acompanha sua trajetória. A apresentação em São Paulo marcou a estreia do artista em território nacional e reuniu um público bem variado, com diferentes gerações e perfis de interesse dividindo o mesmo espaço.
O show também reforçou como Gackt é visto como um nome que vai além da música. Afinal, ele tem uma carreira com trânsito por teatro, cinema e dublagem, além de trabalhos ligados a franquias conhecidas, incluindo jogos, tokusatsu e anime. Mesmo assim, a noite no Brasil foi apresentada como algo direto e centrado na performance ao vivo, conforme apontou o site Omelete.
Como foi o show do Gackt em São Paulo?
O público em São Paulo chamou atenção pela diversidade. Havia fãs mais velhos usando camisetas do Malice Mizer, pessoas ligadas à moda japonesa e também uma nova geração que conheceu o artista pelas redes sociais. Gackt e a banda subiram ao palco com um visual descrito como uma espécie de “host club”, usando máscaras, e abriram a apresentação com a música Dybbuk. A energia não baixou em praticamente nenhum momento.
Uma característica destacada foi o formato do show: poucas pausas e praticamente nenhuma introdução entre as músicas. As interrupções aconteceram, em especial, quando Gackt pedia para o público mostrar o quanto o amava. Como esperado para aquele contexto, o clima foi descrito como comportado, sem mosh (ou “rodinha”) e sem bate cabeça. Em Vanilla, por exemplo, parte do público acompanhou a dança sincronizada feita pela banda no palco.
Entre os momentos de maior impacto, ALL MY LOVE foi citada como a escolha para encerrar a apresentação e construir uma lembrança especial para quem aguardou por anos. Durante uma pausa na música, Gackt fez uma declaração com tom emocional, dizendo que, mesmo à distância, seu coração permaneceria conectado ao de seus fãs para sempre.
Encerramento e a mensagem ao público
Depois do encore, a banda retornou ao palco para o encerramento final com Mata, Koko de Aimasho, que a referência explica significar, em português, “Nos encontraremos aqui de novo”. A mensagem funcionou como uma promessa de retorno ao Brasil. Ainda assim, a própria cobertura reconhece que não há certeza sobre quando ou se esse retorno vai acontecer.
Além do que aconteceu no palco, Gackt publicou no X uma mensagem comentando o encerramento da turnê na América Latina e descrevendo uma sequência de situações que o surpreenderam. Ele afirmou que viu fãs cantarem em coro quase todas as músicas com letras em japonês. Segundo ele, no começo chegou a achar que havia um problema no retorno de ouvido, mas percebeu que, na prática, a voz do público estava entrando no microfone.
ラテンアメリカでのツアーがひと先ず終わった。
— GACKT (@GACKT) February 12, 2026
正直、驚くことが山盛りだった。
ほぼ全曲、日本語の歌詞を大合唱する現地のファン。
ライブが始まってすぐ、
イヤーモニターの不調かと思ったが、
実際はファンの声がマイクに入り込んでいた。
今までに経験したことのないモニターバランス。… pic.twitter.com/gPTEkHqmVe
O artista disse que nunca tinha passado por um “balanço de monitor” como aquele. Nos dois primeiros shows, ele relata que não conseguiu entender de imediato o que estava acontecendo e que, em alguns momentos, chegou a perder o som. Ele afirma que só conseguiu organizar melhor isso no Chile e descreveu como algo inédito para ele: um coro nessa escala, mantendo a intensidade durante praticamente todo o show.
Na mesma mensagem, Gackt menciona que houve desafios na organização e na operação conduzidas pelo promotor, mas reconhece que a apresentação se sustentou em grande parte pela força do público local. Ele também comenta que os próprios membros foram levados pelo calor do momento e que houve trechos em que a execução ficou mais áspera. Ao mesmo tempo, ele registra uma autocrítica: a sensação de que, mesmo entendendo o contexto, ainda dava para ter entregue mais.
A promessa de retorno ao Brasil e o que ainda é incerto
O relato também inclui uma passagem pelo Brasil fora do palco. Gackt diz que, no caminho de volta, passou por uma cidade pequena e enfrentou dois dias de falta de energia, com as conexões completamente desligadas, descrevendo a experiência de ficar com a comunicação interrompida e sem o celular tocar.
Ele ainda comenta o desgaste dos deslocamentos, citando uma sequência que inclui voos domésticos no Brasil, passagem por São Paulo e depois uma rota com conexão via Turquia rumo a KL, com longos períodos de espera e sucessivas escalas. Outro ponto mencionado foi o custo de uma refeição leve no aeroporto de São Paulo, que ele descreve como 28.000 ienes (em torno de R$ 935,00) em um restaurante comum de aeroporto. Para ele, foi uma viagem que fez pensar sobre muitas coisas.
Ao final da mensagem, Gackt diz que, após descansar, começa a turnê LAST SONGS e que será uma chance de encarar o canto de outra forma. Ele também observa que, na idade dele, há músicos ao redor trabalhando no automático, e que ele considera uma sorte ainda conseguir se relacionar com a música com paixão. Ele encerra com a expectativa de voltar sem problemas, mas com a ideia de que, no fim, tudo dá um jeito.
E se você tem interesse em saber mais sobre cantores de tokusatsu, confira este conteúdo que produzimos sobre o tema.

Fundador do Toku Blog, CEO da Agência Henshin e consultor de marketing digital, fascinado por marketing de conteúdo e admirador da cultura japonesa.


