Ator do Ranger Azul do filme de 2017 diz que voltaria como Billy
Em uma entrevista extensa ao The Joe Vulpis Podcast, RJ Cyler, intérprete de Billy Cranston no filme Power Rangers (2017), voltou a falar sobre a experiência de entrar em uma franquia conhecida por gerações. O tom do relato alterna entre empolgação e um tipo bem específico de pressão: a sensação de segurar um papel icônico, com o medo real de decepcionar quem acompanha Power Rangers há muito tempo.
Na entrevista, Cyler conta que a notícia de que ele seria um Ranger veio como uma alegria imediata, mas que a euforia durou pouco. Ao contar para amigos, a reação que ele lembra não foi de parabéns, e sim de alerta, com um recado direto para não estragar a chance. Esse clima, segundo ele, acompanhou especialmente o período próximo ao lançamento, quando tudo parecia virar um teste de aprovação, do visual dos trajes às escolhas de elenco e caracterização.
Um universo pensado para seguir por vários filmes
Um dos pontos mais claros da conversa é o tamanho da ambição por trás do longa de 2017. Cyler afirma que o projeto foi desenhado como o primeiro capítulo de um plano maior, com a ideia inicial envolvendo até seis filmes. Dentro desse desenho, a entrada de Tommy Oliver como Ranger Verde era prevista para a continuação.
Ele também comenta o gancho no final com a jaqueta verde, descrito como propositalmente aberto para manter liberdade criativa. Na lembrança dele, o ponto era deixar espaço antes de definir detalhes como gênero e aparência do personagem. O resultado, para Cyler, foi um caminho que parecia bem montado para aprofundar personagens e ampliar histórias nas sequências, algo que acabou não se concretizando.
A direção de Dean Israelite e o tom de amadurecimento
Cyler atribui parte do entusiasmo do elenco à visão do diretor Dean Israelite. Ele descreve uma proposta que não era só de espetáculo, mas de tratar o filme como uma história de amadurecimento, com foco em desenvolver os jovens antes da ação em larga escala.
Na entrevista, ele chega a comparar a possibilidade de Israelite conduzir um “universo Power Rangers” com a forma como outros universos cinematográficos foram estruturados, destacando o envolvimento do diretor com os atores durante as cenas.
O peso real do uniforme, as versões do traje e o trabalho dos dublês
Quando o assunto vira bastidores, a parte mais concreta do relato é o figurino. Cyler diz que o visual dos trajes impressionava, mas que usar aquilo era desconfortável, especialmente no começo. Ele cita camadas, partes de borracha rígidas e mobilidade limitada nas primeiras semanas. Também fala do tempo: cerca de uma hora e meia para vestir e aproximadamente uma hora para tirar, com peças removidas uma a uma.
Há ainda uma história pessoal ligada ao figurino: ele menciona ter passado por um estirão de crescimento entre a confecção do traje e o início das gravações, o que tornou a experiência ainda mais complicada.
Cyler também afirma que existiam três versões do traje. A principal, usada nas filmagens, era muito cara e feita sob medida, e por isso teria sido mantida pela Saban em exposição, atrás de vidro. As versões seguintes, segundo ele, foram usadas para cenas de ação e para dublês, além de existirem amostras de produção. Ele diz que algumas dessas versões acabaram indo parar com fãs, mas que o elenco não ficou com o traje principal.
A preparação física aparece como outro ponto central: ele relata semanas de treino antes de filmar com os trajes, seguidas de um período focado em cabos e cenas aéreas. No relato, os dublês treinaram o elenco como se eles fossem dublês, com uma dinâmica de respeito e colaboração que, para ele, ajudou a viabilizar cenas mais complexas. Entre as lembranças, Cyler cita como uma das favoritas o momento em que Billy é lançado pelos ares em uma explosão, combinando cabos, atuação e coordenação de equipe.
Menos chroma key do que parece e sets construídos
Outro detalhe citado é que o filme teria usado menos tela verde do que o público imagina. Cyler diz que cenários como a nave e estruturas internas foram construídos fisicamente em estúdio no Canadá, enquanto o chroma key ficou mais restrito a elementos específicos, como Zordon. Ele também comenta que várias cenas foram filmadas com múltiplas câmeras ao mesmo tempo, incluindo câmeras phantom para capturar trechos em câmera lenta.
Representatividade, “qualquer um pode ser um Ranger” e a resposta da “Ranger Nation”
Em um trecho mais simbólico, Cyler fala sobre representatividade e sobre a ideia de que qualquer pessoa pode se enxergar como herói dentro de Power Rangers. Ele relata que houve nervosismo sobre a recepção do público às mudanças, mas que, conforme a “Ranger Nation” demonstrou aceitação, o clima nos bastidores mudou, trazendo alívio e sensação de validação.
A Moeda do Poder e o respeito a Jason David Frank
Cyler menciona um presente marcante vindo de um fã: alguém teria adquirido as Moedas do Poder usadas no filme e entregado a ele a moeda do Ranger Azul. No relato, o gesto tem peso emocional e vira um símbolo de carinho ligado diretamente ao impacto do filme em quem assistiu.
Ainda na entrevista, ele demonstra respeito ao legado de Jason David Frank, citando a importância de Tommy Oliver para a identidade de Power Rangers e para gerações de fãs.
E se chamarem para voltar?
Questionado sobre um retorno, Cyler responde sem hesitar que voltaria. Ele diferencia formatos e diz que faria mais sentido revisitar o universo cinematográfico apresentado em 2017, com a proposta mais realista e emocional do longa, embora também reconheça e respeite a história da série de TV.
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Fundador do Toku Blog, CEO da Agência Henshin e consultor de marketing digital, fascinado por marketing de conteúdo e admirador da cultura japonesa.


