Toei explica por que Omegahorn rompe com a fórmula de Super Sentai

Toei explica por que Omegahorn rompe com a fórmula de Super Sentai

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A Toei não pretende atravessar o período posterior a Super Sentai procurando apenas uma fórmula substituta. A estratégia apresentada para Project R.E.D. envolve ciclos mais curtos, experiências sucessivas e a construção gradual de um conjunto maior de propriedades intelectuais.

Kakusei Hunter Omegahorn ocupa uma posição decisiva nesse plano. Como segunda produção do projeto, a série foi concebida para se afastar ainda mais das convenções preservadas por Gavan Infinity durante a transição. O encerramento da primeira atração após seis meses, apesar da surpresa entre parte do público, já estava definido desde o início e não foi provocado pelos índices de audiência.

O movimento também recoloca o legado dos Metal Heroes dentro de uma iniciativa que pretende fazer personagens de diferentes obras voltarem a se encontrar, em vez de desaparecerem da programação quando uma nova produção começa.

Project R.E.D. aposta em ciclos rápidos e um universo flexível

Segundo entrevista publicada pelo Asahi Shimbun, Shinichiro Shirakura explicou que a duração semestral permite à Toei realizar mais testes e ampliar seu catálogo de personagens. Por isso, o resultado de Project R.E.D. não deverá ser medido apenas pelo desempenho isolado de Gavan Infinity ou Omegahorn.

A avaliação mais ampla, na visão do executivo, dependerá do que estiver construído depois de dois ou três anos. A intenção é formar um universo no qual figuras de produções distintas possam se cruzar, mas sem transformar cada aparição em uma obrigação rígida de continuidade.

Essa proposta permite que o mesmo personagem retorne com diferenças, abrindo espaço para versões distintas coexistirem. Shirakura indicou, inclusive, que Gavan Infinity provavelmente aparecerá em Omegahorn.

Omegahorn se distancia da estrutura clássica de heróis

Gavan Infinity recebeu a tarefa de conduzir a passagem entre Super Sentai e Project R.E.D. Por isso, manteve elementos familiares e avançou com cautela. Omegahorn deverá seguir em direção mais ousada, enquanto uma terceira produção precisará ampliar novamente essa distância.

A transformação também aparece na construção do protagonista. Em vez de agir exclusivamente em nome da justiça, ele se movimenta inicialmente por um objetivo pessoal. Ao mesmo tempo, não consegue ignorar pessoas em dificuldade e acaba envolvido nas batalhas entre caçadores. Assim, assume o papel de herói sem ter buscado esse destino.

Para Shirakura, esse formato permite começar a narrativa pelo indivíduo, e não pelo inimigo que precisa ser derrotado. A presença de cinco protagonistas nas equipes de Super Sentai limitava o espaço dedicado à personalidade de cada integrante. Além disso, a existência de lados claramente definidos facilitava a apresentação dos heróis mesmo quando suas motivações não eram aprofundadas.

Omegahorn procura inverter essa lógica. A meta é criar personagens capazes de continuar interessantes quando o cenário, o conflito e até a própria série mudarem. Mais do que repetir uma imagem idealizada, a produção busca apresentar alguém com falhas, mas ainda digno de admiração.

A relação entre pessoas e criaturas gigantes abre outra frente

A nova série também representa uma experiência diferente para a Toei com criaturas gigantes. Shirakura reconheceu que esse tipo de produção não costuma ser associado ao estilo da empresa, historicamente mais próximo de confrontos entre heróis de tamanho humano.

O objetivo, porém, não é reproduzir os caminhos de Godzilla ou Ultraman. O diferencial pretendido está na relação entre as criaturas chamadas de “feras com chifres” e os seres humanos que atuam como seus parceiros. O público será levado a acompanhar esse mundo como participante das disputas entre caçadores.

Mesmo diante das incertezas de uma proposta criada do zero, Shirakura defendeu que o risco faz parte do projeto. Como cada produção não ocupa um ano inteiro, acertos e erros poderão alimentar rapidamente a etapa seguinte.

O executivo também pediu que o público acompanhe Omegahorn pelo menos até sua segunda metade. Segundo ele, será nesse período que a intenção da série deverá se tornar mais clara tanto para os espectadores quanto para o mercado.

Para acompanhar os próximos passos dessa experiência, confira as últimas novidades sobre Kakusei Hunter Omegahorn publicadas pelo Toku Blog.

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