
Homem é preso por piratear Power Rangers e outras séries
A Polícia Nacional da Espanha realizou uma operação que resultou na prisão de um homem de 40 anos na cidade de Torrent, na Comunidade Valenciana. Ele é acusado de piratear e vender ilegalmente séries e filmes, incluindo títulos icônicos como Power Rangers, Naruto, Superman e Thundercats.
A investigação foi iniciada após uma denúncia da Entidade de Gestão de Direitos de Produtores Audiovisuais (EGEA), que identificou atividades ilícitas de venda de cópias não autorizadas em alta qualidade.
Investigação e apreensão
De acordo com o site do MSN, o suspeito utilizava redes sociais e plataformas digitais para anunciar os conteúdos e realizava as transações financeiras através de serviços de pagamento online. Após a confirmação do pagamento, ele enviava os produtos para os clientes utilizando empresas de logística.
Durante a operação, as autoridades apreenderam centenas de DVDs e discos rígidos com material protegido, uma impressora para serigrafia e capas personalizadas, além de 2.400 euros em dinheiro e registros detalhados de vendas.
A Unidade de Delinquência Especializada da Polícia Nacional coordenou a ação, que também revelou que o suspeito produzia materiais gráficos para simular versões oficiais das séries pirateadas. Entre os itens encontrados estavam anotações sobre pedidos e contatos de clientes.

Consequências legais
Na Espanha, a comercialização de filmes e séries pirateados é uma infração grave contra a propriedade intelectual, sujeita a penas que podem incluir multas e prisão. A “Ley Sinde”, implementada para reforçar o combate à pirataria digital, permite o bloqueio de sites que distribuem ilegalmente conteúdos protegidos. Em casos anteriores, tribunais espanhóis já aplicaram penas severas, como no caso do site Roja Directa, condenado a pagar mais de 31 milhões de euros por transmissão ilegal de partidas de futebol.
Impacto da pirataria no mercado de tokusatsu e animes
A pirataria representa um desafio significativo para a indústria do entretenimento, especialmente no mercado de tokusatsu e animes. Produtoras como Toei Company e Viz Media são afetadas diretamente, já que a venda ilegal reduz a arrecadação e impacta futuros investimentos na distribuição oficial dessas obras. No Brasil, operações como a “Operação 404” vêm sendo conduzidas para combater a pirataria digital, levando ao bloqueio de sites ilegais e prisões de envolvidos na distribuição não autorizada.
No Japão, onde a legislação contra a pirataria é uma das mais rígidas do mundo, quem distribui material protegido pode enfrentar até 10 anos de prisão e multas milionárias. Em 2020, o governo ampliou sua legislação antipirataria para abranger também downloads ilegais de mangás e publicações acadêmicas.
Alternativas legais
Com o avanço dos serviços de streaming, os fãs de tokusatsu e animes têm hoje mais opções para acessar conteúdos de forma legal. Plataformas como Amazon Prime Video e Pluto TV oferecem catálogos diversificados, permitindo o consumo de séries e filmes sem recorrer à pirataria. O apoio a essas alternativas fortalece a indústria e contribui para a chegada de mais produções ao mercado ocidental.
As investigações sobre o caso continuam para identificar outros envolvidos na rede de distribuição ilegal. A Polícia Nacional da Espanha reforça que ações como essa são essenciais para proteger os direitos dos produtores e incentivar o consumo legal de entretenimento.