Walter Jones, ator do Ranger Preto, ganhava R$ 6,2 mil, mas a série faturava mais de R$ 5 bilhões

Walter Jones, ator do Ranger Preto, ganhava R$ 6,2 mil, mas a série faturava mais de R$ 5 bilhões

Toku Blog YouTube

Walter Jones, conhecido por interpretar Zack Taylor, o Power Ranger preto de Mighty Morphin Power Rangers, voltou a falar sobre um ponto que, segundo ele, marcou os bastidores da primeira fase do fenômeno: dinheiro. Em participação no The Art of Dialogue, o ator confirmou que a cifra de US$ 1.200 (em torno de R$ 6.200,00 de acordo com o câmbio de hoje) por episódio só apareceu depois, e que no começo era ainda menor, algo na casa da metade disso, sem revelar o número exato.

O contraste que ele aponta é direto. A primeira temporada teve 60 episódios e, conforme o próprio Jones relata, a série fez US$ 1 bilhão (em torno de R$ 5,2 bilhões) no primeiro ano, virando a atração infantil número 1 do mundo e se espalhando por 40 países. Para ele, isso tornava inevitável a pergunta que ficou no ar: como um produto com esse tamanho de retorno ainda mantinha o elenco principal recebendo abaixo do que seria considerado justo?

Jornadas longas, cenas sem dublê e contrato fora do sindicato

Walter Jones também relembra que os contratos não eram sindicalizados, e que, na prática, isso deixava o elenco mais vulnerável. Em outra conversa, no Pod Meets World, ele já havia dito que os protagonistas frequentemente faziam as próprias cenas sem dublê e que houve dias de trabalho chegando a 15 horas seguidas. Na leitura dele, o cenário reforçava a sensação de que, mesmo com a franquia crescendo, o patamar de remuneração não acompanhava o ritmo.

Quando a segunda temporada começou, ele diz que houve aumento, mas pequeno, e ainda distante do que seria o padrão do Screen Actors Guild (SAG), sindicato que estabelece pisos e proteções para atores.

A proposta de cinema que virou gatilho

Se a série já era um sucesso, a chegada da ideia de um filme parecia um passo natural. Jones conta que a 20th Century Fox teria apresentado o projeto como um filme “multimilionário”, com novas roupas e toda a pompa de um salto de escala. A empolgação, porém, virou frustração quando o contrato chegou.

Segundo Jones, a proposta não era para um filme, mas para três. E os valores seriam escalonados: US$ 17,5 mil no primeiro, US$ 23 mil no segundo e US$ 27 mil no terceiro. Ele diz que não pedia para virar multimilionário, nem uma fatia do orçamento que mencionou como US$ 125 milhões, mas apenas o que seria pago a um protagonista de uma série e de um filme populares. No mesmo contexto, é citado que o orçamento do longa de 1995 é reportado como algo em torno de US$ 15 a 20 milhões (via Range Reader).

Advogado, negociações e a saída no meio da segunda temporada

Jones afirma que não foi o único insatisfeito. Ele, Thuy Trang e Austin St. John teriam contratado um advogado para negociar um contrato melhor, tentando trazer os outros três protagonistas para a mesma estratégia, sem sucesso. Com o impasse, os três acabaram deixando a produção no meio da segunda temporada e foram substituídos, enquanto a empresa responsável pela série não cedeu nas negociações.

Nesse período, Jones lembra que começaram a fazer exposições automotivas e que, em alguns finais de semana, ganhavam mais com essas aparições do que com uma temporada inteira do seriado. Anos depois, o trio retornou em Power Rangers: Agora e Sempre (2023), mas o relato sobre a remuneração segue como um recorte incômodo de como, na visão dele, o sucesso do produto não se refletiu em reconhecimento financeiro para quem estava na linha de frente.

E para conhecer mais sobre a carreira de Walter Jones ao longo de toda essa trajetória, confira abaixo o vídeo que produzimos sobre ele.

aprender japonês

Quer receber conteúdos de tokusatsu no seu e-mail?

Então, assine a nossa newsletter!

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.