
Imagens raras de Ultraseven e Ultraman Leo são resgatadas em livro
Um novo lançamento editorial promete emocionar os fãs de longa data da franquia Ultraman, especificamente Ultraseven e Ultraman Leo: uma coletânea com imagens raríssimas e em preto e branco que revelam um lado pouco conhecido dos bastidores dessas séries icônicas.
Uma homenagem em imagens
O livro, lançado no final de março de 2025, reúne registros fotográficos que capturam momentos únicos durante a produção de Ultraseven (1967) e Ultraman Leo (1974), dois títulos que marcaram gerações com suas histórias de coragem, sacrifício e laços de irmandade.
Ao invés de apostar no glamour dos efeitos especiais ou nas cenas de ação, a publicação se debruça sobre o cotidiano dos bastidores, destacando interações entre atores, preparativos de cena e a atmosfera que envolvia a produção televisiva da época.
Essas imagens não foram apenas armazenadas — muitas delas sequer haviam sido divulgadas até hoje. São registros silenciosos que mostram o esforço coletivo por trás de cada episódio, capturados em cortes monocromáticos que nos levam de volta a um Japão em plena efervescência criativa.
Ultraseven e Ultraman Leo: dois heróis, uma conexão
A escolha dos dois personagens como foco da coletânea não é aleatória. Ultraseven, tido por muitos como o ápice da primeira fase da franquia Ultra, sempre se destacou por seu tom mais sério e por apresentar um herói com dilemas morais mais complexos.
Já Ultraman Leo, lançado sete anos depois, expandiu esse universo ao trazer um novo guerreiro vindo da Nebulosa L77, enfrentando uma sequência de desafios que o conectavam diretamente a Seven — que, nesta fase, atuava como seu mentor e comandante da força de defesa MAC.
A relação entre os dois personagens é uma das mais fortes da franquia, e o livro consegue capturar essa conexão também fora das câmeras. Em algumas fotos, vemos os atores Koji Moritsugu (Dan Moroboshi/Ultra Seven) e Ryu Manatsu (Gen Ootori/Ultraman Leo) em momentos de descontração, reforçando a ideia de que a parceria transcendia o roteiro.


Um olhar documental e emotivo
Mais do que uma simples reunião de imagens antigas, o livro se destaca por seu valor documental. Cada foto vem acompanhada de descrições que situam o leitor no contexto da época: seja apontando detalhes de figurino, seja explicando a razão por trás de determinadas escolhas de direção.
O texto, discreto e direto, evita romantizações desnecessárias, mas deixa espaço para a emoção — sobretudo quando se nota o cuidado com que os materiais foram selecionados.
É como se cada clique dissesse: “isso também faz parte da história do tokusatsu”. Um tipo de memória que raramente aparece nos especiais de TV ou nos relançamentos em Blu-ray, mas que tem um peso enorme para quem acompanha a trajetória da Tsuburaya Productions e do gênero como um todo.
Edição caprichada e foco nostálgico
Com 176 páginas no formato A4, a edição não economiza em qualidade. O tamanho permite que as imagens sejam exibidas em detalhes generosos, e o acabamento reforça o caráter de item de coleção. O foco é totalmente voltado aos fãs mais nostálgicos, especialmente aqueles que cresceram entre os anos 60 e 80 — mas também serve como uma bela introdução visual para quem conheceu a franquia mais recentemente e deseja compreender suas raízes.
Em um momento em que o tokusatsu vive um novo ciclo de popularidade global, iniciativas como essa ajudam a lembrar que, por trás dos efeitos e lutas coreografadas, sempre existiu uma equipe apaixonada por contar histórias — e isso fica evidente em cada foto selecionada.
Um presente para os fãs de verdade
Seja para colecionadores, fãs antigos ou novos entusiastas, o lançamento é uma oportunidade rara de contato com materiais que até então estavam escondidos. Diferente de muitos produtos licenciados voltados ao público jovem, este livro dialoga com uma geração que cresceu junto com a franquia, e que agora pode reviver parte dessa experiência com um olhar mais maduro — mas igualmente apaixonado.
O lançamento reforça também o esforço das editoras japonesas em preservar e valorizar a cultura pop local como parte importante da memória coletiva. E, para os fãs brasileiros, ainda que o livro esteja em japonês, as imagens falam por si.
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